Sintético: modernidade ou risco?

Hoje em dia a grama artificial sintética é muito utilizada no Brasil principalmente em campos de futebol amador por ser de baixo custo e necessitar de pouca manutenção, contraria a grama natural que necessita de manutenção diária. Por conta destes motivos já existem alguns campos e até estádios de futebol onde são realizados jogos profissionais no qual é utilizada a grama sintética. Porém, é necessário que se pensem também nos riscos que essa tecnologia oferece ao corpo dos atletas. Os atletas que treinam diariamente em grama sintética podem desenvolver, principalmente, dores na região da coluna lombar (principalmente em L3 onde se desenha o ápice da lordose lombar), dores no joelho (frequentemente no sentido vertical contornando a patela na parte medial) e canelite (nome popular da Síndrome de Estresse do Medial Tibial), que é uma inflamação da tíbia ou dos tendões e músculos que estão ao seu redor, podendo evoluir para uma fratura por estresse. Não muito comum, porém presente é a tendinite (mais comuns de quadríceps e calcâneo). Esses sintomas são causados pela falta de amortecimento desses tipos de piso. O que pode ser feito para prevenção é um bom alongamento e aquecimento destas regiões do corpo antes do treinamento. Já para profissionais e amadores que jogam ocasionalmente em grama sintética os perigos a curto prazo são entorses de tornozelo (de I, II ou III grau), estiramento de ligamentos (principalmente do colateral lateral do joelho – caso de torção) e em casos mais graves ruptura de ligamentos (frequentemente do ligamento cruzado anterior e colateral lateral do joelho). Essas lesões são causadas pelo fato da grama sintética oferecer muito atrito (“prender”) do pé com o chão. O mecanismo de lesão mais freqüente é a mudança rápida de direção onde o pé fica preso no chão e o corpo todo vai pro outro lado. Os atletas que treinam regularmente também estão expostos a estas lesões.

Então é necessário que os clubes profissionais antes de trocarem a grama natural pela grama artificial, pensem primeiro nos riscos que estarão expondo seus atletas.

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